sábado, 1 de agosto de 2015

Sobre o toque...

Frequentemente 
tenho vontade de esticar o braço 
e com os dedos 
tocar você.
Mas pra quê?
Se o toque 
só quem sentiria seria eu...

(25 de julho de 2015)

Sobre a pétala...

A cada dia passado
uma pétala a menos
da flor que eu tinha
pra te dar.
Deixarei
até o talo secar.

(01 de agosto de 2015)

sábado, 25 de julho de 2015

Poema-prelúdio...

Findando um quarto de um século...
um ciclo a se fechar...
tanto prestes a aprender...
resignificar...
redimensionar...
reconsiderar...
realinhar o contorno da própria vida
estendendo ali, cortando aqui.

Chego a pensar que tem sido tudo de uma vez
chego a desejar a ignorância de outrora
porque o conhecimento de agora dói.

Mas...
a fé é mais!

Sei que mesmo no deserto sempre haverá o maná
e que depois do deserto vem o manancial de boas coisas:
resultado do que se viveu, percebeu e aprendeu
e sobretudo, venceu.
Vitória sobre o próprio eu:
expandindo o olhar e o pensamento
pr'aquilo que vai além:
do que eu posso ver.

sábado, 11 de julho de 2015

Sobre o falar...

Te falo do que sinto
porque são coisas tão bonitas...
que talvez você se deixe encantar
com a beleza do que você mesmo
é capaz de despertar.

(10 de julho de 2015)

terça-feira, 7 de julho de 2015

Sobre a paixão...

Ao se apaixonar primeiro é o prazer
prazer prazer
Depois uma roda gigante de emoções 
oscilando entre o bem ou mal querer
Quando a montanha-russa desce enfim
se for pro sim: a paz do amor
se for pro não: libertação.

(07 de julho de 2015)

Sobre o confiar...

Confiar dever ser isso:
ter vontade de insistir
persistir
mas respirar fundo
e optar por esperar
acontecer
aquilo que deve ser.

(07 de julho de 2015)

terça-feira, 23 de junho de 2015

Sobre a saudade...

Tenho saudades das loucuras
que fizemos juntos
Os encontros às escondidas
na casa dos meus pais
Os encontros nos dias de chuva...

(02 de abril de 2015)

Sobre o [in]segurar...

Insegura
tudo isso que te impede de se mover
que te paralisa e pisa em você
boicotando o teu viver
no exato agora que único é.

Insegura esse muro a te envolver
e abre mão disso que só faz te prender
num disco
arranhado
pura repetição.

(07 de abril de 2015)

Sobre o leve...

A mais vaga lembrança sua
o mais leve pensamento em você
faz o meu corpo todo disparar
estremecer. 

(03 de dezembro de 2015)

sábado, 20 de junho de 2015

Sobre a inspiração...

E sinto transpassar no tempo...
o que nome não sei dar,
mas sei que é do bem.
Sei também que jamais vou esquecer.
E se longe estiver  
se não precisar te ver
com outro alguém,
acho bonito isso de não te esquecer
e lembrar do que vivi e senti,
fiz e quis.
Mesmo porque tive a glória do eterno
prazer.
Afinal, o que é bom é atemporal
Pode ser eterno nuns instantes
ou enquanto durar
a inspiração.

(19 de junho de 2015)

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Sobre o rascunho...

Lembro-me agora de uma flor que brotara viva e rosa em meio a uns destroços no quintal da minha casa... Aquela flor nascida e crescida dentre aquelas pedras me fez enxergar como a essência é forte. Como o que nutre é forte. Como a essência transpassa até mesmo numa flor brotada no meio do improvável. 
A vida se mostra sempre linda para quem consegue enxergar o que de belo há no que parece feio.

(08 de dezembro de 2014)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Sobre o poema...

Faz
o que disseste que farias
em mim
escreve um poema
no meu quadril
cria
me marca.
não esquece o que
n'uma hora quiseste
me ganhaste nessa
pretensão
minha
de ser folha em branco
na mão de poeta.

(17 de junho de 2015)

terça-feira, 16 de junho de 2015

Sobre a secura...

Água
preciso de água
muita
pra umedecer toda
essa secura
matar essa sede
que vem do calor
deste fogo ardente
continuamente aceso
e flamejante
torturante
consequência
do meu desejo
em você.

(15 de junho de 2015)

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Sobre o interesse...

Não há gosto na Terra que tenha o meu querer viver.
Não há pessoa na Terra que dê razão ao meu viver.
Não há prazer nesta Terra capaz de me fazer dizer:
"Eu gosto e quero viver!"
Vou vivendo, tentando achar sabor nas coisas
porque não há nada tão interessante assim.
Pouca gente interessante.
Nenhuma novidade.
Não há nada interessante aqui, salvo a natureza.
Mas somos seres sociais, então...

O que me prende aqui
nem é daqui.

(29 de maio de 2015)

sábado, 23 de maio de 2015

Sobre o nada a ver...

Fora dispensado, talvez
e sobre mim dispensou toda mágoa
que em seu coração se alojara.

Tudo o que talvez sofrera
Justo a mim quis causar
A mim, só porque eu estava lá.

Todo rancor que em si absorvera
sobre mim quis derramar
Me punir, desdenhar...

Justo a mim que não tinha parte
alguma
no seu passado, sua história...

Vingar-se da vida em um vivente
inocente
isso na vida é recorrente
só me pergunto por quê.

(21 de maio de 2015)

Sobre a história...

Vindo de uma história linda
que inda [re]sentida pode ser
Impedindo o acontecer
De uma nova história
que tão bela ou mais pode ser.

(23 de maio de 2015)

terça-feira, 12 de maio de 2015

Sobre as lembranças...

As lembranças vão se desprendendo...
E percebendo, por vezes, vamos tentando
pegá-las, trazendo-as de volta ao peito

Mas elas dão partida todas de uma vez 
e escapam das mãos que não são capazes
de detê-las.

E com um suspiro resignado
só o que resta é deixá-las irem
percorrer o vago caminho do esquecimento

até perderem o sentido
e os sentidos as perderem de vista.

(11 de maio de 2015)

sábado, 2 de maio de 2015

Sobre o desencanto...

O encanto se desfez.
Demorou.
[In]surpreendente foi o choro
Que não rolou.

(02 de maio de 2015)

Sobre a passagem...

Quando há paixão
Tudo passa
Sob a visão turva, embaçada
Embelezada.

Passa defeitos, maus trejeitos
Passa tudo que não for bom e bonito.

Mas quando é a paixão que passa
Nada mais passa
Tudo se vê, se enxerga.

Não há mais cortina de ilusão
Há apenas a visão crua
Daquilo que você escolherá
Querer ou não querer olhar, e deixar passar.

Para continuar e amar.

(01 de maio de 2015)

Sobre falar com você...

Falar com você é atemporal
Não tem todo dia
Não tem todo instante
Tem apenas falar com você
Independente de quando
Ou quanto
Nunca é de mais
Demais mesmo só parece ser
O tempo em silêncio.

(28 de abril de 2015)