Se agosto é o mês dos ventos
que ele sopre pra longe
esses pensamentos
desgostosos
e traga outros
Ah[meu]gosto!
[16 de agosto de 2015]
domingo, 16 de agosto de 2015
sábado, 1 de agosto de 2015
Sobre o toque...
Frequentemente
tenho vontade de esticar o braço
e com os dedos
tocar você.
Mas pra quê?
Se o toque
só quem sentiria seria eu...
(25 de julho de 2015)
tenho vontade de esticar o braço
e com os dedos
tocar você.
Mas pra quê?
Se o toque
só quem sentiria seria eu...
(25 de julho de 2015)
Sobre a pétala...
A cada dia passado
uma pétala a menos
da flor que eu tinha
pra te dar.
Deixarei
até o talo secar.
(01 de agosto de 2015)
uma pétala a menos
da flor que eu tinha
pra te dar.
Deixarei
até o talo secar.
(01 de agosto de 2015)
sábado, 25 de julho de 2015
Poema-prelúdio...
Findando um quarto de um século...
um ciclo a se fechar...
tanto prestes a aprender...
resignificar...
redimensionar...
reconsiderar...
realinhar o contorno da própria vida
estendendo ali, cortando aqui.
Chego a pensar que tem sido tudo de uma vez
chego a desejar a ignorância de outrora
porque o conhecimento de agora dói.
Mas...
a fé é mais!
Sei que mesmo no deserto sempre haverá o maná
e que depois do deserto vem o manancial de boas coisas:
resultado do que se viveu, percebeu e aprendeu
e sobretudo, venceu.
Vitória sobre o próprio eu:
expandindo o olhar e o pensamento
pr'aquilo que vai além:
do que eu posso ver.
um ciclo a se fechar...
tanto prestes a aprender...
resignificar...
redimensionar...
reconsiderar...
realinhar o contorno da própria vida
estendendo ali, cortando aqui.
Chego a pensar que tem sido tudo de uma vez
chego a desejar a ignorância de outrora
porque o conhecimento de agora dói.
Mas...
a fé é mais!
Sei que mesmo no deserto sempre haverá o maná
e que depois do deserto vem o manancial de boas coisas:
resultado do que se viveu, percebeu e aprendeu
e sobretudo, venceu.
Vitória sobre o próprio eu:
expandindo o olhar e o pensamento
pr'aquilo que vai além:
do que eu posso ver.
sábado, 11 de julho de 2015
Sobre o falar...
Te falo do que sinto
porque são coisas tão bonitas...
que talvez você se deixe encantar
com a beleza do que você mesmo
é capaz de despertar.
(10 de julho de 2015)
porque são coisas tão bonitas...
que talvez você se deixe encantar
com a beleza do que você mesmo
é capaz de despertar.
(10 de julho de 2015)
terça-feira, 7 de julho de 2015
Sobre a paixão...
Ao se apaixonar primeiro é o prazer
prazer prazer
Depois uma roda gigante de emoções
oscilando entre o bem ou mal querer
Quando a montanha-russa desce enfim
se for pro sim: a paz do amor
se for pro não: libertação.
(07 de julho de 2015)
prazer prazer
Depois uma roda gigante de emoções
oscilando entre o bem ou mal querer
Quando a montanha-russa desce enfim
se for pro sim: a paz do amor
se for pro não: libertação.
(07 de julho de 2015)
Sobre o confiar...
Confiar dever ser isso:
ter vontade de insistir
persistir
mas respirar fundo
e optar por esperar
acontecer
aquilo que deve ser.
(07 de julho de 2015)
ter vontade de insistir
persistir
mas respirar fundo
e optar por esperar
acontecer
aquilo que deve ser.
(07 de julho de 2015)
terça-feira, 23 de junho de 2015
Sobre a saudade...
Tenho saudades das loucuras
que fizemos juntos
Os encontros às escondidas
na casa dos meus pais
Os encontros nos dias de chuva...
(02 de abril de 2015)
que fizemos juntos
Os encontros às escondidas
na casa dos meus pais
Os encontros nos dias de chuva...
(02 de abril de 2015)
Sobre o [in]segurar...
Insegura
tudo isso que te impede de se mover
que te paralisa e pisa em você
boicotando o teu viver
no exato agora que único é.
Insegura esse muro a te envolver
e abre mão disso que só faz te prender
num disco
arranhado
pura repetição.
(07 de abril de 2015)
tudo isso que te impede de se mover
que te paralisa e pisa em você
boicotando o teu viver
no exato agora que único é.
Insegura esse muro a te envolver
e abre mão disso que só faz te prender
num disco
arranhado
pura repetição.
(07 de abril de 2015)
Sobre o leve...
A mais vaga lembrança sua
o mais leve pensamento em você
faz o meu corpo todo disparar
estremecer.
(03 de dezembro de 2015)
o mais leve pensamento em você
faz o meu corpo todo disparar
estremecer.
(03 de dezembro de 2015)
sábado, 20 de junho de 2015
Sobre a inspiração...
E sinto transpassar no tempo...
o que nome não sei dar,
mas sei que é do bem.
Sei também que jamais vou esquecer.
E se longe estiver
se não precisar te ver
com outro alguém,
acho bonito isso de não te esquecer
e lembrar do que vivi e senti,
fiz e quis.
Mesmo porque tive a glória do eterno
prazer.
Afinal, o que é bom é atemporal
Pode ser eterno nuns instantes
ou enquanto durar
a inspiração.
(19 de junho de 2015)
o que nome não sei dar,
mas sei que é do bem.
Sei também que jamais vou esquecer.
E se longe estiver
se não precisar te ver
com outro alguém,
acho bonito isso de não te esquecer
e lembrar do que vivi e senti,
fiz e quis.
Mesmo porque tive a glória do eterno
prazer.
Afinal, o que é bom é atemporal
Pode ser eterno nuns instantes
ou enquanto durar
a inspiração.
(19 de junho de 2015)
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Sobre o rascunho...
Lembro-me agora de uma flor que brotara viva e rosa em meio a uns destroços no quintal da minha casa... Aquela flor nascida e crescida dentre aquelas pedras me fez enxergar como a essência é forte. Como o que nutre é forte. Como a essência transpassa até mesmo numa flor brotada no meio do improvável.
A vida se mostra sempre linda para quem consegue enxergar o que de belo há no que parece feio.
(08 de dezembro de 2014)
A vida se mostra sempre linda para quem consegue enxergar o que de belo há no que parece feio.
(08 de dezembro de 2014)
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Sobre o poema...
Faz
o que disseste que farias
em mim
escreve um poema
no meu quadril
cria
me marca.
não esquece o que
n'uma hora quiseste
me ganhaste nessa
pretensão
minha
de ser folha em branco
na mão de poeta.
(17 de junho de 2015)
o que disseste que farias
em mim
escreve um poema
no meu quadril
cria
me marca.
não esquece o que
n'uma hora quiseste
me ganhaste nessa
pretensão
minha
de ser folha em branco
na mão de poeta.
(17 de junho de 2015)
terça-feira, 16 de junho de 2015
Sobre a secura...
Água
preciso de água
muita
pra umedecer toda
essa secura
matar essa sede
que vem do calor
deste fogo ardente
continuamente aceso
e flamejante
torturante
consequência
do meu desejo
em você.
(15 de junho de 2015)
preciso de água
muita
pra umedecer toda
essa secura
matar essa sede
que vem do calor
deste fogo ardente
continuamente aceso
e flamejante
torturante
consequência
do meu desejo
em você.
(15 de junho de 2015)
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Sobre o interesse...
Não há gosto na Terra que tenha o meu querer viver.
Não há pessoa na Terra que dê razão ao meu viver.
Não há prazer nesta Terra capaz de me fazer dizer:
"Eu gosto e quero viver!"
Vou vivendo, tentando achar sabor nas coisas
porque não há nada tão interessante assim.
Pouca gente interessante.
Nenhuma novidade.
Não há nada interessante aqui, salvo a natureza.
Mas somos seres sociais, então...
O que me prende aqui
nem é daqui.
(29 de maio de 2015)
Não há pessoa na Terra que dê razão ao meu viver.
Não há prazer nesta Terra capaz de me fazer dizer:
"Eu gosto e quero viver!"
Vou vivendo, tentando achar sabor nas coisas
porque não há nada tão interessante assim.
Pouca gente interessante.
Nenhuma novidade.
Não há nada interessante aqui, salvo a natureza.
Mas somos seres sociais, então...
O que me prende aqui
nem é daqui.
(29 de maio de 2015)
sábado, 23 de maio de 2015
Sobre o nada a ver...
Fora dispensado, talvez
e sobre mim dispensou toda mágoa
que em seu coração se alojara.
Tudo o que talvez sofrera
Justo a mim quis causar
A mim, só porque eu estava lá.
Todo rancor que em si absorvera
sobre mim quis derramar
Me punir, desdenhar...
Justo a mim que não tinha parte
alguma
no seu passado, sua história...
Vingar-se da vida em um vivente
inocente
isso na vida é recorrente
só me pergunto por quê.
(21 de maio de 2015)
e sobre mim dispensou toda mágoa
que em seu coração se alojara.
Tudo o que talvez sofrera
Justo a mim quis causar
A mim, só porque eu estava lá.
Todo rancor que em si absorvera
sobre mim quis derramar
Me punir, desdenhar...
Justo a mim que não tinha parte
alguma
no seu passado, sua história...
Vingar-se da vida em um vivente
inocente
isso na vida é recorrente
só me pergunto por quê.
(21 de maio de 2015)
Sobre a história...
Vindo de uma história linda
que inda [re]sentida pode ser
Impedindo o acontecer
De uma nova história
que tão bela ou mais pode ser.
(23 de maio de 2015)
que inda [re]sentida pode ser
Impedindo o acontecer
De uma nova história
que tão bela ou mais pode ser.
(23 de maio de 2015)
terça-feira, 12 de maio de 2015
Sobre as lembranças...
As lembranças vão se desprendendo...
E percebendo, por vezes, vamos tentando
pegá-las, trazendo-as de volta ao peito
Mas elas dão partida todas de uma vez
e escapam das mãos que não são capazes
de detê-las.
E com um suspiro resignado
só o que resta é deixá-las irem
percorrer o vago caminho do esquecimento
até perderem o sentido
e os sentidos as perderem de vista.
(11 de maio de 2015)
E percebendo, por vezes, vamos tentando
pegá-las, trazendo-as de volta ao peito
Mas elas dão partida todas de uma vez
e escapam das mãos que não são capazes
de detê-las.
E com um suspiro resignado
só o que resta é deixá-las irem
percorrer o vago caminho do esquecimento
até perderem o sentido
e os sentidos as perderem de vista.
(11 de maio de 2015)
sábado, 2 de maio de 2015
Sobre o desencanto...
O encanto se desfez.
Demorou.
[In]surpreendente foi o choro
Que não rolou.
(02 de maio de 2015)
[In]surpreendente foi o choro
Que não rolou.
(02 de maio de 2015)
Sobre a passagem...
Quando há paixão
Tudo passa
Sob a visão turva, embaçada
Embelezada.
Passa defeitos, maus trejeitos
Passa tudo que não for bom e bonito.
Mas quando é a paixão que passa
Nada mais passa
Tudo se vê, se enxerga.
Não há mais cortina de ilusão
Há apenas a visão crua
Daquilo que você escolherá
Querer ou não querer olhar, e deixar passar.
Para continuar e amar.
(01 de maio de 2015)
Tudo passa
Sob a visão turva, embaçada
Embelezada.
Passa defeitos, maus trejeitos
Passa tudo que não for bom e bonito.
Mas quando é a paixão que passa
Nada mais passa
Tudo se vê, se enxerga.
Não há mais cortina de ilusão
Há apenas a visão crua
Daquilo que você escolherá
Querer ou não querer olhar, e deixar passar.
Para continuar e amar.
(01 de maio de 2015)
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