domingo, 3 de dezembro de 2017

Sobre o sonho...

Vários lugares num só
E você lá sempre o mesmo
E nós lá sempre os mesmos
A exalar energia, desestabilizar um ao outro.
Você mexe comigo, mas preciso fingir que não
Amigos tentam evitar, mas quem há de impor razão?
À procura do sol que não vejo
Encontro você
Palavras trocadas, desvio o olhar
Aproximação sutil e fatal
Beijo molhado sob o entardecer
Amo o entardecer!
Olho pro horizonte há estrelas no céu
Estrelas, muitas estrelas caindo, subindo
Fogos de estrelas
Luz!
Vejo tudo maravilhada...
Que bom estar em seus braços
Tudo tão mágico...
Foi só um sonho?

[03 de dezembro de 2017]

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Sobre o sussurro...

Vento tirando galhos pra dançar
e por uns segundos, folhas sussurrando coisas
que não dá pra entender.

21 de outubro de 2017

Sobre o inesquecível...

Inesquecível é o que está tatuado sob a pele
sob o músculo
sob os ossos:
na alma,
que transcende, tudo envolve,
é imortal.

Ao muso perdido no tempo, mas não na memória.

19 de outubro de 2017.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Sobre o que é vital...

É nesse pulso que me encontro:
não há gozo quando o ar não falta,
quando não se quer encontrar a paz do outro de novo.
Eu fui feita para a paixão!
Uma simples chama inflama e traz razão,
sentido que se faz sentindo a pulsação de quem só vê a vida
como sinônimo de amor, tesão.

[14 de junho de 2017]

sábado, 29 de abril de 2017

sobre o tarde demais...

Se eu soubesse...
Eu teria perpetuado cada segundo,
decorando não apenas as horas, mas os minutos...
Se eu soubesse amar para fora, você teria sentido o meu amor.
Você: o lugar mais seguro que já encontrei fora de mim,
meu porto, ao me deixar ancorar em seu abraço.
Se eu soubesse amar...
você teria ficado.

[29 de abril de 2017]

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Sobre rodox...

hardcore para fazer tremer o chão, a cadeira
e os pensamentos
espalhados
até que da mente saiam;
para calar as vozes que não param.

droga certa para os dias em que não quero
dar ouvidos a mim mesmo
ou ao que julgo que sou eu
por estar falando dentro da minha cabeça.

[17 de abril de 2017]

sábado, 1 de abril de 2017

Muito eu perdi sendo quem eu era.
Sei que muito tenho deixado para trás ao ser quem tenho sido.
Mas é isso: para cada qual o seu tempo: passado, presente ou futuro. 
O que foi de ser já foi, o que é de ser tem sido, e o que há de [voltar a] ser será.
Sem pesar. 
O autoconhecimento é liberdade.

[01 de abril de 2017]

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

sobre a rota...

é o coração
que arde de saudade do que sentia
ah! quanto desejo cabe num peito que não tem
por quem esperar?
quem dirá?
a rota que devo seguir para encontrar o abrigo 
que será o alívio para esse queimor 
quem mostrará? 

[28 de fevereiro de 2017]

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Às vezes, desejamos algo que julgamos ser o que merecemos
mas Deus no seu incompreensível amor, acha que merecemos muito mais!
Ninguém nos ama como ou mais do que Deus.
Nem nós mesmos.

[06 de janeiro de 2017]

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Sobre a rapidez...

Tudo que vem rápido se vai na mesma rapidez
por isso não me prendo ao furacão de palavras
que espalha ilusão.
No fim, há sempre uma devastação desilusão.

[12 de janeiro de 2017]

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

se fosse apenas cansaço
talvez o repouso resolvesse
mas se a dor faz repouso
a vontade é tirá-la daqui.
então é sabido que não é a vida
é a dor que...
se eu tirar o coração, a dor para
a vida também
é consequência, não opção.

[09 de janeiro de 2017]

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Sobre o passar...

o tempo passa, mas
para em você
e então paro também
com essa tristeza
que não passa.

[29 de dezembro de 2016]

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

sobre a certeza do medo...

tenho medo de pensar que você pode ficar
tenho medo de pensar que eu posso ficar
sem você.
tenho medo de acreditar e deixar meu coração se entregar.
tenho medo de não acreditar e de correr o risco de te perder.
sinto sua falta, mas quero esquecer.
tenho um medo danado de me prender a você.

[perdido do ano de 2009]

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Sobre a cicatriz...

a ferro e fogo marcou
e na aurora desponta em dor
inflama a cicatriz.
e no soar do silêncio que se faz
destoa tristes lembranças
pesar a pesar na mente 
hoje sã
mas leve ao coração.

[29 de novembro de 2016]

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Sobre a música...

o corpo dança
levita
pirueta
sem sair do lugar.
o que toca 
transborda a alma
põe em pausa o pensar
é a música!

[24 de novembro de 2016]

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Sobre a chamada...

Ouvem a música tocar
nem é preciso chamar
veem a alegria e vêm 
sentir também.
São de festa.

Mas o silêncio,
que não tem som, 
nada toca.
Mas deveria chamar
ou fazê-los sentir
que onde há silêncio 
há muito tempo
pode haver tristeza ou morte.
Mas isso não sentem.
Alguns são só de festa.

[06 de novembro de 2016]

domingo, 6 de novembro de 2016

sobre o escuro...

como alguém tateando cego 
no escuro
sem habilidade para se guiar
derrubando tudo que encontrava pela frente
machucando[-se em] tudo que não saía do lugar
eu ia
tentando arrumar a bagunça já feita,
mas ainda sem enxergar,
só fazia piorar
porque na volta outras coisas derrubava
e o estrago só aumentava.
quando é assim, o ideal é seguir em frente
até a luz encontrar
e deixar o que ficou pra trás, 
sob o jugo da ignorância. 
e num novo percurso, com a luz do saber
há de haver tato e todos os sentidos.
tentar insistir em voltar,
pelo mesmo caminho,
às vezes,
é dá rasteira em si mesmo.

[06 de novembro de 2016]

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Sobre o colo dos sonhos...

mesmo em vida
não tenho mais tua presença
colo cheio de calma.

mas os sonhos que vêm
noites afora
trazem você, colo cheio de calma.

[31 de outubro de 2016]

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Sobre a canção...

as canções que tocavam você
ah!
não tocam mais.

mantenha a distância
e tudo se diluirá no abismo
em que se tornará a memória
descanso para essas lembranças.
silenciosamente, no ritmo das canções
que não se ouve mais.

[28 de outubro de 2016]

Sobre a canção...

as canções que tocavam você
ah!
não tocam mais.
do que você trouxe
muito você mesmo levou
devagar...
mas não menos pervertidamente.
mantenha a distância
e tudo se diluirá no abismo
em que se tornará a memória
descanso para essas lembranças.
silenciosamente, no ritmo da canção
que não se ouve mais.

[28 de outubro de 2016]