sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Sobre a poesia...

A vida sem poesia, para mim,
seria uma vida sem beleza.
Porque ainda quando triste,
a poesia é uma beleza.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Sobre o amor...

    Suponho que o amor seja aquele estado de sentir e querer.
    Talvez inconsciente decisão reincidente pela mesma pessoa.
    Aquilo que transpassa o tempo, e os temores e os possíveis novos amores;
    que por mais que se tente racionalizar, só na inexplicável sensação,
    e tão somente na emoção encontra seu lugar.
    Afrontando o saber, os argumentos e afins.
    Concluindo tão somente que se ama apesar,  e porque sim.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Sobre o vento...

    Coisa mais linda é ouvir
    O vento soprar com força assim
    Fazendo as folhas, as palhas e mais
    Musicarem tudo ao redor.
    Eu ficaria horas sentada num canto...
    Só ouvindo esse vento soprar
    E sentindo sua benevolência a me acalentar... 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Sobre o belo...

Assim como acredito que o belo
só existe plenamente nos olhos de quem vê,
acredito que sentimentos só existem, essencialmente,
para quem os sentem.

A beleza que há em sentir
Embora seja despertada por um segundo elemento
Não se origina nele.
A beleza do que se sente
Habita é em quem sente.

Talvez por isso, possa parecer tão incompreensível
Que uma pessoa feia de sentimentos
Possa acender em outrem os mais belos sentimentos,
Sem querer ou merecer.


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Sobre o improviso...

Calado não pode ficar
Apesar de não poder falar
Sobre nada por não saber
Como se expressar.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Sobre a caduquice...

Aos poucos as lembranças
vão se tornando raras
Assim como a memória vai ficando rasa
De passado:
Bem ou mal vivido.
Natural que seja assim
Se o tempo leva consigo tudo
que não se fixa.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Sobre o decorar...

Decorei você
O cheiro, o gosto, os gestos.
Decorei você como se assim precisasse
Para sempre apreender e reaprender
A con[tigo]viver

E viver
O calor da pele
O pulsar dos nervos
Outra vez.

Tudo gravado na memória está
E sobretudo, no corpo, no desejo em estar
A queimar de novo
Como se assim fosse para manter
Aceso o fogo que arde e flameja
Relutante em apagar
Reacendendo cada vez mais forte
Com as lembranças de você.

A sua cor é fulgor
Sua pele calor
O seu sabor néctar
E o seu cheiro é flor
O único que sinto prazer em sentir.

Decorei você, sem me esforçar
Como se assim devesse ser...
Para te aprender, e ter.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Sobre a esperança... [2]

Como qualificar a esperança
quando ela persiste
mesmo em face da desilusão?

Sobre a lua...

A lua me sorriu
Achei que era um bom sinal,
Mas uma nuvem a encobriu
E levou consigo a minha chance
De sorrir de volta.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Sobre a solução...

Num mergulho no absoluto silêncio de mim,
sopro para longe todo pensamento carregado de paixão
que tanto cega e emburrece;
e tento enxergar as coisas sob uma ótica
que seja mais lógica e lúcida.

Eis que com essa percepção,
encarada, a custo, por mais de alguns minutos,
sinto-me esvaziar de você.

Em outros tempos, nesse instante de esvaziamento,

subitamente, eu fecharia os olhos para a realidade
e me voltaria para a velha ilusão.
Mas hoje não.
Eu deixo você ser expelido, e jogado no vácuo
das coisas que já passaram.

Muda, como se fosse forte, só observo você

Sendo levado embora;
como se eu não tivesse um choro contido
por não ter sequer forças para chorar.

Sobre a memória...

A sua imagem na memória desnorteia, faz arfar.
Põe um sorriso no rosto da vontade que se tem de fazer o oposto.
Tudo porque você ultrapassa a lembrança,
Se fazendo presença nessa ausência, que é tão difícil suportar
Contrariada pelo tempo, distância e a falta
De tudo o que é você.
Tão frustrante é ver e não poder ter.

Sobre o bem estar...

Há dias em que penso em você com tanta intensidade
que me parece que você também está pensando em mim,
e que uma força invisível funde nossos pensamentos
num espaço de tempo, que por uns instantes,
mais parece infinito.
E faz sorrir.

Sobre a esperança...

Ainda que chova,
se me vem à mente pensamentos de esperança,
o meu mundo novamente se enche de cor e luz!
Mas basta um só pensamento contrário
para que toda cor escorra com a água
transformando tudo em cinza outra vez.

Sobre o entardecer...

E assisto ao por do sol, que em suas cores e luz,
recebe como fundo musical o canto dos pássaros,
e o vento a chacoalhar as palhas dos coqueiros...
Tão logo o sol, agora acompanhado de música,
cederá o espaço para a noite, e seu silêncio.

Sobre o giro...

Às vezes, o mundo parece girar.
Dançando, nem me dou conta
de que na verdade,
quem gira
sou eu.

Sobre ser pega pela chuva...

A chuva beijou meus lábios
Beijou meu rosto
E por fim, o meu corpo todo.

Sobre o perigo...

É naquele vazio de palavras,
mas cheio de olhar
que habita o perigo:
o desejo.

Sobre a loucura...

Sou louca.
E nem a religião me salvaria da minha loucura;
na minha loucura eu vejo Deus.

Sobre a realidade...

Transporte-me para perto de Ti, ó Deus!
Para que do alto as coisas não me pareçam
maiores do que realmente são.
E eu possa, enfim, encontrar a paz de espírito
da qual tanto preciso.

Sobre o pensar...

Penso em você, e não encontro palavras
que possam expressar o que vejo ao te olhar
e o que sinto ao te observar...
Me esforço... mas não há inspiração.

Expressão alguma parece ser capaz
de traduzir aquilo que sinto quando penso em você,
Ou que possa justificar o meu desejo todo em você.

Então, eu desisto, porque se eu quisesse falar
do exterior seria fácil.
Difícil é querer falar sobre o que não se vê
Só se sente.
E ninguém entende.